Ciguatera: cinco pessoas da mesma família passam mal após consumo de peixe em Natal

O que é ciguatera?

A ciguatera é uma intoxicação alimentar desencadeada pela ingestão de peixes que se alimentam de microalgas contaminadas, que produzem toxinas conhecidas como ciguatoxinas. Essas toxinas se acumulam nos peixes que habitam recifes de corais, sendo mais prevalentes em áreas tropicais e subtropicais. A intoxicação pode afetar qualquer um que consuma esses peixes, independentemente da quantidade ingerida.

Como ocorrem os surtos de ciguatera?

Os surtos de ciguatera costumam ocorrer em regiões onde os peixes contaminados são consumidos em grande quantidade. Isso pode ser exacerbado por fatores ecológicos, como alterações climáticas que favorecem o crescimento de microalgas. Além disso, a prática de pesca em locais não regulamentados e o manejo inadequado dos peixes podem aumentar o risco de intoxicação na população.

Sintomas da intoxicação por ciguatera

Os sintomas da ciguatera podem variar bastante e, em geral, aparecem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do peixe contaminado. Dentre os principais sinais, destacam-se:

ciguatera

  • Dor abdominal
  • Náuseas e vômitos
  • Diarreia
  • Dores de cabeça
  • Cãibras
  • Coceira intensa
  • Fraqueza muscular
  • Visão turva
  • Gosto metálico na boca

Caso recente em Natal: os detalhes

Recentemente, um caso em Natal trouxe a ciguatera novamente à tona. Cinco membros de uma mesma família adoeceram após consumir um peixe do tipo bicuda em um almoço. Os sintomas surgiram algumas horas após a refeição, e três pessoas foram hospitalizadas, com duas delas permanecendo em estado crítico na UTI.

Esse evento destaca os riscos associados ao consumo de peixes em áreas onde a ciguatera é conhecida. Autores e autoridades de saúde estão investigando o incidente para entender a origem da contaminação e evitar novos casos.



O papel da Secretaria de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) é responsável por monitorar e reportar casos de ciguatera. A notificação compulsória em casos suspeitos ajuda a traçar um panorama da situação. Em 2026, já foram registrados 115 casos suspeitos e confirmados no estado, um aumento significativo em relação a anos anteriores.

Riscos associados à ingestão de peixe

O consumo de peixes, especialmente os de recifes, é comum em diversas regiões tropicais. No entanto, a presença de ciguatoxinas nesses peixes pode colocar em risco a saúde da população, principalmente em caso de ingestão de espécies conhecidas por acumular essas toxinas. As autoridades de saúde recomendam cautela ao adquirir pescados.

Como prevenir a ciguatera

A prevenção da ciguatera está ligada à conscientização da população sobre os riscos e práticas de compra seguras. Dicas importantes incluem:

  • Consumir peixes apenas em locais que garantam a procedência e a segurança alimentar
  • Evitar a compra de peixes de espécies associadas a intoxicações conhecidas
  • Estar atento a relatos de surtos na região e seguir orientações das autoridades de saúde

Visita a mercado: compra de peixes perigosos

Uma das recomendações é realizar compras em mercados que priorizam a segurança alimentar. Durante as visitas, é vital observar a procedência dos pescados. Recentemente, foram relatados casos de ciguatera associado à compra de peixe bicuda em feiras livres. Sempre que possível, os consumidores devem pesquisar sobre as espécies e as fontes antes de comprar.

Tratamento e cuidados pós-intoxicação

Não há um tratamento específico para a ciguatera. O manejo geralmente envolve a hidratação e cuidados sintomáticos. Por isso, é importante buscar atendimento médico logo que os sintomas surgirem, especialmente se houver histórico recente de consumo de pescado. Os médicos podem prescrever cuidados paliativos, dependendo da gravidade da intoxicação.

Informações para consumidores sobre segurança alimentar

A segurança alimentar é uma responsabilidade compartilhada. As autoridades de saúde, os fornecedores e os consumidores devem trabalhar juntos para minimizar os riscos de intoxicação por ciguatera. Regras simples, como verificar a origem do peixe e relatar sintomas imediatamente após o consumo, podem ajudar a controlar surtos e proteger a saúde pública.



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