{"id":527,"date":"2019-05-27T17:37:29","date_gmt":"2019-05-27T20:37:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/?page_id=527"},"modified":"2019-05-27T17:37:29","modified_gmt":"2019-05-27T20:37:29","slug":"arquidiocese-de-natal","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/arquidiocese-de-natal\/","title":{"rendered":"Arquidiocese de Natal"},"content":{"rendered":"<div class=\"246758ad146d14b784df75beec179b19\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>A <strong>Arquidiocese de Natal<\/strong> \u00e9 uma Igreja viva com uma voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, que tem ra\u00edzes profundas em um processo de evangeliza\u00e7\u00e3o que remonta ao per\u00edodo colonial do Brasil.<\/p>\n<p>Os primeiros mission\u00e1rios a chegarem ao territ\u00f3rio da Arquidiocese foram os padres jesu\u00edtas Francisco Lemos, Gaspar de Samperes e Francisco Pinto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-528 size-full\" title=\"Arquidiocese de Natal\" src=\"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/arquidiocese-de-natal.jpg\" alt=\"Arquidiocese de Natal\" width=\"680\" height=\"189\" srcset=\"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/arquidiocese-de-natal.jpg 680w, https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/arquidiocese-de-natal-300x83.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/p>\n<p>A presen\u00e7a destes mission\u00e1rios e sua atua\u00e7\u00e3o evangelizadora junto aos \u00edndios potiguara foram essenciais, para o processo de pacifica\u00e7\u00e3o dos \u00edndios, o que possibilitou a ocupa\u00e7\u00e3o colonizadora e a propaga\u00e7\u00e3o da F\u00e9 Cat\u00f3lica em terras potiguares.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica, o per\u00edodo colonial da Igreja de Natal foi marcado pelo mart\u00edrio dos Protom\u00e1rtires do Brasil, em Cunha\u00fa e Urua\u00e7u. O mart\u00edrio, acontecido em 1645, est\u00e1 inserido no contexto da ocupa\u00e7\u00e3o holandesa no atual Nordeste do Brasil. Os holandeses, de origem calvinista, que dominaram a Capitania do Rio Grande impuseram muitas restri\u00e7\u00f5es \u00e0 pr\u00e1tica do catolicismo.<\/p>\n<p>Os conflitos de religi\u00e3o se intensificaram no per\u00edodo final da ocupa\u00e7\u00e3o holandesa. Com a not\u00edcia do in\u00edcio da guerra de reconquista em Recife, os holandeses liderados por Jac\u00f3 Rabi, juntamente com um grupo de ind\u00edgenas aliados do governo holand\u00eas, vitimaram um grupo de fi\u00e9is reunidos para a missa dominical na capela do engenho Cunha\u00fa.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 do dia 16 de julho de 1645, fieis estavam reunidos na igreja de Nossa Senhora das Candeias no Engenho Cunha\u00fa, com seu vig\u00e1rio, o padre Andr\u00e9 de Soveral, quando foram atacados e martirizados. Outro grupo de fi\u00e9is que habitavam a cidade do Natal foi levado para a localidade de Urua\u00e7u, \u00e0s margens do rio Potengi, onde tamb\u00e9m foram martirizados.<\/p>\n<p>Neste segundo grupo foi martirizado, junto com o padre Ambr\u00f3sio Francisco Ferro, que era Vig\u00e1rio do Natal, o leigo Mateus Moreira, que em sua agonia proclamou a f\u00e9 bradando: \u201cLouvado seja o Sant\u00edssimo Sacramento\u201d. Os m\u00e1rtires de Cunha\u00fa e Urua\u00e7u foram beatificados no dia 5 de mar\u00e7o de 2000, pelo papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II. O beato Mateus Moreira foi proclamado padroeiro dos Ministros Extraordin\u00e1rios da Comunh\u00e3o Eucar\u00edstica no Brasil.<\/p>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora \u00e9 um tra\u00e7o marcante da Arquidiocese. Essa devo\u00e7\u00e3o tem sua express\u00e3o m\u00e1xima na venera\u00e7\u00e3o filial \u00e0 padroeira da cidade do Natal e de toda a Arquidiocese, Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o. Segundo a documenta\u00e7\u00e3o oficial, conhecida pela historiografia local, o t\u00edtulo de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o como padroeira de Natal, remonta pelo menos a 1660, conforme consta Carta de Data e Sesmaria concedida ao Pe. Leonardo Tavares de Melo, datada de 2 de janeiro de 1660.<\/p>\n<p>Contudo, foi no dia 21 de novembro de 1753, que segundo a tradi\u00e7\u00e3o oral, um prodigioso fato marcou profundamente a rela\u00e7\u00e3o dos natalenses com a sua padroeira. Trata-se do achado de pobres pescadores locais, que ao irem para sua lida di\u00e1ria, bem de madrugada, se depararam com um caixote de madeira encalhado na margem do Potengi, no lugar que, a partir de ent\u00e3o, seria conhecido como \u201cPedra do Ros\u00e1rio\u201d. Ao abrir tal caixote tiveram a surpresa de encontrar uma bela imagem de Nossa Senhora e, junto a ela, uma nota onde, segundo antiga tradi\u00e7\u00e3o, relatada em 1950, por Mons. Jos\u00e9 Landim, estava escrito: \u201cOnde parar essa imagem, tirem-na e rendam-lhe culto.<\/p>\n<p>Nossa Senhora proteger\u00e1 o local e defend\u00ea-lo-\u00e1 de todas as desgra\u00e7as\u201d. Outra vers\u00e3o oral, relatada por Joaquim Lourival Soares da C\u00e2mara, diz: \u201cNo ponto onde der este caix\u00e3o n\u00e3o haver\u00e1 nenhum perigo\u201d.<\/p>\n<p>A peculiar frase logo se popularizou na vers\u00e3o defendida por C\u00e2mara Cascudo, hodiernamente conhecida e repetida por numerosos devotos: \u201cOnde esta imagem parar, nenhuma desgra\u00e7a acontecer\u00e1\u201d. Os pescadores levaram a imagem para a igreja matriz, onde foi acolhida pelo padre Manoel Correa Gomes, ent\u00e3o vig\u00e1rio colado (p\u00e1roco) da cidade, que a aben\u00e7oou e a colocou no altar mor. O fato da imagem, que \u00e9 de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, ter sido encontrada no dia da festa de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o, fez com que logo os fi\u00e9is a venerassem com este t\u00edtulo.<\/p>\n<p>A apari\u00e7\u00e3o da imagem marcou profundamente a religiosidade dos moradores da ent\u00e3o pequenina cidade. O rio Potengi, que deu nome \u00e0 Capitania (e posteriormente ao Estado) do Rio Grande e que acolheu em suas margens o nascimento da cidade do Natal, foi tamb\u00e9m cen\u00e1rio para o nascimento de uma rela\u00e7\u00e3o afetuosa e de f\u00e9 entre a Virgem da Apresenta\u00e7\u00e3o e a jovem Capital.<\/p>\n<p>A imagem de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o, mais que uma bela obra sacra \u00e9 a express\u00e3o material de um sentimento de filia\u00e7\u00e3o mariana, uma heran\u00e7a cultural e religiosa enraizada em nossa sociedade. Pelas m\u00e3os de pobres pescadores, cujas identidades se perderam na poeira da hist\u00f3ria, foi atualizado o brado amoroso do Crucificado: \u201cEis tua m\u00e3e\u201d (Jo 19,27).<\/p>\n<p>Quando, em 1889, foi proclamada a Rep\u00fablica, o Brasil contava apenas com 12 dioceses. Com o intuito de intensificar a presen\u00e7a da Igreja, que a partir do advento republicado havia se separado do Estado, o papa Le\u00e3o XIII reestruturou a divis\u00e3o das dioceses. Com a bula \u201cAd Universas Orbis Eclesias\u201d, a Igreja do Brasil foi dividida em duas Prov\u00edncias Eclesi\u00e1sticas, a do Brasil-Norte, com sede em Salvador e a do Brasil-Sul, com sede no Rio de Janeiro. A referida bula papal criou ainda quatro novas dioceses, entre ela a diocese da Para\u00edba, a qual o Rio Grande do Norte passava a fazer parte.<\/p>\n<p>O primeiro bispo da Para\u00edba, Dom Adauto Aur\u00e9lio de Miranda Henriques, fez varias visitas ao Rio Grande do Norte. Dom Adauto, logo percebeu que o Estado j\u00e1 tinha maturidade para tornar-se uma Igreja Particular independente da Para\u00edba. J\u00e1 existiam 31 par\u00f3quias, a maior parte provida com padres norte-rio-grandenses. O prelado ent\u00e3o liderou os esfor\u00e7os para a cria\u00e7\u00e3o da diocese de Natal.<\/p>\n<p>Em dezembro de 1907, Dom Adauto veio a Natal com o intuito de constituir uma comiss\u00e3o encarregada de preparar a cria\u00e7\u00e3o da diocese e cuidar das quest\u00f5es patrimoniais. A comiss\u00e3o era composta por: Dr. Olimpio Manoel dos Santos Vital, Des. Jer\u00f4nimo Am\u00e9rico Raposo da C\u00e2mara, Dr. Luiz Manuel Fernandes Sobrinho, Cel. Pedro Soares de Ara\u00fajo, Pe. Mois\u00e9s Ferreira do Nascimento, Com. \u00c2ngelo Roselli, Dr. Augusto Leopoldo Raposo da C\u00e2mara, Dr. El\u00f3i Castriciano de Sousa, Cel. Francisco Cascudo, Pe. Jos\u00e9 de Calazans Pinheiro e Des. Jo\u00e3o Dion\u00edsio Figueira. Em um espa\u00e7o de dois anos do in\u00edcio dos trabalhos da comiss\u00e3o foi criada a Diocese de Natal, pela Bula \u201cApostolicam in Singulas\u201d, do papa S\u00e3o Pio X, em 29 de dezembro de 1909.<\/p>\n<p>Dez meses ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da nova diocese foi nomeado o primeiro bispo de Natal, Dom Joaquim Ant\u00f4nio de Almeida, que tomou posse no dia 15 de junho de 1911. At\u00e9 essa data a diocese esteve sob a responsabilidade do bispo da Para\u00edba Dom Adauto, na qualidade de Administrador Apost\u00f3lico. Dom Joaquim Ant\u00f4nio de Almeida era potiguar, natural do munic\u00edpio de Goianinha.<\/p>\n<p>Seu pastoreio teve uma curta dura\u00e7\u00e3o, pois teve que renunciar por motivos de sa\u00fade em 15 de junho de 1915. Ap\u00f3s um per\u00edodo de tr\u00eas anos de vac\u00e2ncia, nos quais a diocese ficou jurisdicionalmente sob o governo do Arcebispo da Para\u00edba, mas com a administra\u00e7\u00e3o efetiva o Mons. Alfredo Pegado Cortez.<\/p>\n<p>No ano de 1918, tomou posse, na Catedral de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o, o segundo bispo de Natal, Dom Ant\u00f4nio dos Santos Cabral, que era sergipano, natural do munic\u00edpio de Propri\u00e1. Seu governo \u00e0 frente desta diocese durou quatro anos. Durante seu pastoreio foi criada a Congrega\u00e7\u00e3o Mariana, em 14 de junho de 1918, no in\u00edcio composta de 21 rapazes. Entre os pioneiros da Congrega\u00e7\u00e3o Mariana, estava o jovem Ulisses de G\u00f3is, que teve uma not\u00e1vel participa\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o da Igreja e na sociedade potiguar.<\/p>\n<p>Outra marca not\u00e1vel do pastoreio de Dom Ant\u00f4nio foi o zelo e o incentivo \u00e0s voca\u00e7\u00f5es. Neste sentido, a cria\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio de S\u00e3o Pedro, em 14 de fevereiro de 1919, foi um marco para a a\u00e7\u00e3o formativa do clero de Natal. Ainda em 1919 foram realizadas a cria\u00e7\u00e3o da Escola de Com\u00e9rcio e a Confer\u00eancia Vicentina. Outra marca desse per\u00edodo foi a a\u00e7\u00e3o no campo das comunica\u00e7\u00f5es, com a cria\u00e7\u00e3o dos jornais: \u201cBoletim de Natal\u201d (1918) e \u201cA Palavra\u201d (1921).<\/p>\n<p>Com a transfer\u00eancia de Dom Ant\u00f4nio dos Santos Cabral para a diocese de Belo Horizonte, em novembro de 1921, a diocese de Natal foi confiada a Dom Jos\u00e9 Pereira Alves. O terceiro bispo era pernambucano, natural do munic\u00edpio de Palmares. Governou a diocese por cinco anos, de 1923 a 1928. Durante esse per\u00edodo destaca-se a realiza\u00e7\u00e3o da Semana da Imprensa que resultou na cria\u00e7\u00e3o do jornal cat\u00f3lico, o \u201cDi\u00e1rio de Natal\u201d, que come\u00e7ou a circular no dia 16 de outubro 1924. O jornal esteve sob a dire\u00e7\u00e3o do Mons. Jo\u00e3o da Mata, Alberto Roselli e Jos\u00e9 Ferreira de Souza. Dom Jos\u00e9 Pereira Alves foi um entusiasta do cooperativismo, fundando, no dia 15 de agosto de 1926, a Caixa Rural e Oper\u00e1ria, que veio a ser denominada posteriormente de Cooperativa Central Norte riograndense Ltda, que contava com 10 filiais em cidades interioranas. No campo da educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica a Igreja obteve importantes avan\u00e7os com a cria\u00e7\u00e3o dos col\u00e9gios: Santa Terezinha, em Caic\u00f3, e<\/p>\n<p>Nossa Senhora das Vit\u00f3rias, em A\u00e7u. Dom Jos\u00e9 Pereira Alves fez visitas pastorais por toda a diocese e ordenou seis padres. Em Mossor\u00f3, criou a par\u00f3quia do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus. Em 1928, foi ent\u00e3o transferido para diocese de Niter\u00f3i, deixando marcas profundas no cora\u00e7\u00e3o do povo potiguar.<\/p>\n<p>No dia primeiro de mar\u00e7o de 1929, o papa Pio XI nomeou o quarto bispo de Natal, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas. Natural de Inhambupe, na Bahia, Dom Marcolino foi o bispo com o mais logo pastoreio nesta diocese, foram 32 no efetivo governo diocesano e seis anos como Arcebispo Resignat\u00e1rio. Logo na sua posse, em 29 de junho 1929, revelou sua not\u00e1vel orat\u00f3ria, ao saudar os fieis presentes na Igreja Catedral: \u201cNatal, Natal, Natal! Terra do meu episcopado, da minha querida Diocese! Recebestes-me h\u00e1 poucos dias no cora\u00e7\u00e3o da vossa cidade, hoje eu vos recebo na cidade do meu cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O per\u00edodo em que Dom Marcolino esteve \u00e0 frente da diocese de Natal, foi um tempo de forte crescimento demogr\u00e1fico e pastoral no Rio Grande do Norte. A extens\u00e3o territorial da diocese e o crescimento no numero de fi\u00e9is foram fatores que levaram o bispo de Natal a promover a cria\u00e7\u00e3o de outras duas dioceses no interior do Estado, a primeira em Mossor\u00f3 (1934), na regi\u00e3o oeste, e Caic\u00f3 (1939), no sert\u00e3o do Serid\u00f3 Potiguar. Com a cria\u00e7\u00e3o das novas dioceses, o papa Pio XII criou a Prov\u00edncia Eclesi\u00e1stica de Natal, elevando a Igreja de Natal ao grau de Arquidiocese, como a Bula \u201cArduum Onus\u201d, datada de 16 de fevereiro de 1952. Dom Marcolino foi, portanto, o primeiro Arcebispo Metropolitano de Natal.<\/p>\n<p>Dom Marcolino criou oito par\u00f3quias, ordenou quarenta padres e realizou tr\u00eas Congressos Eucar\u00edsticos, nas localidades de S\u00e3o Jos\u00e9 de Mipibu, Currais Novos e Canguaretama. Os Congressos Eucar\u00edsticos foram momentos marcantes para o povo de Deus, n\u00e3o apenas dos munic\u00edpios que os sediaram, mas de todas as regi\u00f5es circunvizinhas. No campo da educa\u00e7\u00e3o, foram criados onze col\u00e9gios cat\u00f3licos: Nossa Senhora das Neves, Santo Ant\u00f4nio (Marista), Salesiano S\u00e3o Jos\u00e9, Nossa Senhora de F\u00e1tima, Maria Auxiliadora, Maristela, S\u00e3o Jos\u00e9, Dom Marcolino, Nossa Senhora do Carmo e Santa \u00c1gueda. Em 1961, a sa\u00fade de Dom Marcolino mostrava sinais de fragilidade que o impossibilitaram de governar a arquidiocese. Neste sentido, no dia 9 de dezembro de 1961 a Santa S\u00e9, nomeou Dom Eug\u00eanio Sales, Administrador Apost\u00f3lico Sede Plena. Dom Marcolino faleceu seis anos depois, em Natal, no dia oito de abril de 1961.<\/p>\n<p>Foi durante o governo de Dom Marcolino que surgiu, em Natal, a A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, dirigida pelo Pe. Monte. Foi neste movimento, a partir da JMC (Juventude Masculina Cat\u00f3lica) e JFC (Juventude Feminina Cat\u00f3lica), que dois jovens sacerdotes iniciaram um trabalho pioneiro no Rio Grande do Norte. Eram os padres Nivaldo Monte e Eug\u00eanio de Ara\u00fajo Sales, que iniciaram um trabalho de assist\u00eancia social que foi sendo aprofundado ao longo do tempo inspirando posteriormente o que se denominou de \u201cMovimento de Natal\u201d. Vendo a realidade social de extrema pobreza que assolava grande parcela da popula\u00e7\u00e3o potiguar, os padres: Eug\u00eanio Sales, Expedito Medeiros, Nivaldo Monte, Alair Vilar, Manuel Tavares e Pedro Moura come\u00e7aram a organizar reuni\u00f5es para tra\u00e7ar estrat\u00e9gias e planejar a\u00e7\u00f5es para a promo\u00e7\u00e3o humana. Desse grupo surgiram muitas ideias que se propagaram pelo Brasil e pelo mundo. Esse conjunto de a\u00e7\u00f5es ficou conhecido como \u201cMovimento de Natal\u201d.<\/p>\n<p>Dentre os muitos frutos dessa experi\u00eancia destacam-se o SAR (Servi\u00e7o de Assist\u00eancia Rural), as Escolas Radiof\u00f4nicas, a R\u00e1dio Rural de Natal, a Escola de Servi\u00e7o Social e a Campanha da Fraternidade. Os trabalhos do \u201cMovimento de Natal\u201d, se intensificaram quando o Pe. Eug\u00eanio Sales foi eleito Bispo Auxiliar de Natal, no ano de 1954. Com a atua\u00e7\u00e3o marcante de Dom Eug\u00eanio junto a CNBB aconteceu, em Natal, o II Encontro dos Bispos do Nordeste, de 24 a 26 de maio de 1959, com a presen\u00e7a do ent\u00e3o Presidente da Rep\u00fablica, Juscelino Kubitshek. Foi durante esse encontro em Natal que foram gestadas ideias da SUDENE.<\/p>\n<p>Em 1965, Dom Eug\u00eanio foi transferido para a Arquidiocese de Salvador \u2013 BA, sendo designado Dom Nivaldo Monte como novo Administrador Apost\u00f3lico. Ap\u00f3s o falecimento de Dom Marcolino, Dom Nivaldo foi nomeado segundo Arcebispo de Natal, em 1967. Seu pastoreio foi marcado pela continuidade a aprofundamento do trabalho social. Fundou o SAUR (Servi\u00e7o de A\u00e7\u00e3o Urbana), reabriu o Semin\u00e1rio de S\u00e3o Pedro e construiu a nova Catedral de Natal, cujos trabalhos ficaram sob a dire\u00e7\u00e3o de Dom Ant\u00f4nio Soares Costa (Bispo Auxiliar). Foi ainda Presidente da C\u00e1ritas Nacional, criou oito par\u00f3quias e ordenou 21 padres. Dom Nivaldo foi sucedido por Dom Alair Vilar, em 1988.<\/p>\n<p>A posse do novo arcebispo foi no dia 15 de maio daquele ano. Foi o novo Arcebispo que consagrou a nova Catedral, no dia 21 de novembro de 1988. Uma das principais realiza\u00e7\u00f5es do pastoreio de Dom Alair e da Arquidiocese foi a realiza\u00e7\u00e3o do XII Congresso Eucar\u00edstico Nacional, de 6 a 13 de outubro de 1991. O congresso contou com a presen\u00e7a do papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II. A presen\u00e7a do santo padre em solo natalense marcou profundamente o povo natalense.<\/p>\n<p>O quarto Arcebispo de Natal foi Dom Heitor de Ara\u00fajo Sales, que tomou posse em 15 de dezembro de 1993 e renunciou dia 26 de novembro de 2003. Durante os dez anos de governo de Dom Heitor Sales as voca\u00e7\u00f5es foram incentivadas como uma das prioridades de seu pastoreio. Neste sentido ele promoveu a restaura\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es do Semin\u00e1rio de S\u00e3o Pedro e a valoriza\u00e7\u00e3o do diaconato permanente. Como fruto desse esfor\u00e7o foram ordenados 44 padres e criadas 15 par\u00f3quias. Foi tamb\u00e9m neste per\u00edodo que houve a beatifica\u00e7\u00e3o dos M\u00e1rtires de Cunha\u00fa e Urua\u00e7u, em 5 de mar\u00e7o 2000.<\/p>\n<p>J\u00e1 de 2004 a 2011, esteve \u00e0 frente da Arquidiocese Dom Matias Patr\u00edcio de Macedo, que a mobilizou para um grande projeto de miss\u00f5es populares, visitando varias par\u00f3quias na capital e interior. O per\u00edodo foi coroado pelo tri\u00eanio de prepara\u00e7\u00e3o para o centen\u00e1rio da diocese. O tri\u00eanio culminou com o I Congresso Eucar\u00edstico Mission\u00e1rio, de 25 a 29 de dezembro de 2009. Dom Matias ordenou 58 padres, sendo o bispo que mais ordenou sacerdotes para a Igreja de Natal.<\/p>\n<p>O atual Arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha, tomou posse no dia 26 de fevereiro de 2012, sendo o 6\u00ba Arcebispo Metropolitano de Natal. Ele vem dando prosseguimento a voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da Igreja de Natal, investindo na promo\u00e7\u00e3o humana e na forma\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. A campanha \u201cUm Catecismo em cada lar\u201d, que est\u00e1 em curso, \u00e9 um bom exemplo da vivacidade desta Arquidiocese.<\/p>\n<h2>Arquidiocese de Natal Missas<\/h2>\n<ul>\n<li>Domingo \u2013 7h, 11h e 19 h<\/li>\n<li>Segunda a sexta \u2013 8h, 11h e 16h30<\/li>\n<li>S\u00e1bado \u2013 11h e 16h30<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Arquidiocese de Natal Confiss\u00f5es<\/h3>\n<p>O hor\u00e1rio da <em>confiss\u00f5es<\/em> \u00e9 de Ter\u00e7a a sexta-feira das 14h \u00e0s 16h30.<\/p>\n<h3>Arquidiocese de Natal Facebook<\/h3>\n<p>Visite a Arquidiocese de Natal no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/arqnatal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Facebook<\/a>.<\/p>\n<h3>Hor\u00e1rio de Funcionamento Arquidiocese de Natal<\/h3>\n<ul>\n<li>Segunda a sexta das 8h \u00e1s 18h<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Onde Fica, Endere\u00e7o e Telefone Arquidiocese de Natal<\/h3>\n<ul>\n<li>Av. Floriano Peixoto, 674 &#8211; Tirol &#8211; Natal &#8211; RN<\/li>\n<li>Telefone: (84) 3615-2800<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Outras informa\u00e7\u00f5es e site<\/h4>\n<ul>\n<li>Mais informa\u00e7\u00f5es: <a href=\"http:\/\/arquidiocesedenatal.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.arquidiocesedenatal.org.br<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h4>Mapa de localiza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<a class=\"wp-colorbox-iframe\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/embed?pb=!1m18!1m12!1m3!1d3969.4764994243696!2d-35.20572078586653!3d-5.788161958729571!2m3!1f0!2f0!3f0!3m2!1i1024!2i768!4f13.1!3m3!1m2!1s0x7b300110c7491090x78e697aec6461449!2sArquidiocese+de+Natal!5e0!3m2!1spt-BR!2sbr!4v1558968180281!5m2!1spt-BR!2sbr\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/imgs\/maps-post.png\"><\/a>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Arquidiocese de Natal \u00e9 uma Igreja viva com uma voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, que tem ra\u00edzes profundas em um processo de evangeliza\u00e7\u00e3o que remonta ao per\u00edodo colonial do Brasil. Os primeiros mission\u00e1rios a chegarem ao territ\u00f3rio da Arquidiocese foram os padres jesu\u00edtas Francisco Lemos, Gaspar de Samperes e Francisco Pinto. A presen\u00e7a destes mission\u00e1rios e sua atua\u00e7\u00e3o evangelizadora junto aos \u00edndios potiguara foram essenciais, para o processo de pacifica\u00e7\u00e3o dos \u00edndios, o que possibilitou a ocupa\u00e7\u00e3o colonizadora e a propaga\u00e7\u00e3o da F\u00e9 Cat\u00f3lica em terras potiguares. Al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica, o per\u00edodo colonial da Igreja de Natal foi marcado pelo mart\u00edrio <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-527","page","type-page","status-publish","hentry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/527","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=527"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/527\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=527"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}