{"id":101,"date":"2013-03-04T00:01:37","date_gmt":"2013-03-04T03:01:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontranatal.com.br\/noticias\/?p=101"},"modified":"2013-03-03T17:23:33","modified_gmt":"2013-03-03T20:23:33","slug":"primeira-professora-com-down-do-pais-em-natal-defende-inclusao-em-escola-regular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontranatal.com.br\/sobre\/primeira-professora-com-down-do-pais-em-natal-defende-inclusao-em-escola-regular\/","title":{"rendered":"Primeira professora com Down do pa\u00eds, em Natal, defende inclus\u00e3o em escola regular"},"content":{"rendered":"<div class=\"246758ad146d14b784df75beec179b19\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Seja na aula de spinning, de muscula\u00e7\u00e3o, nas <a title=\"Oficinas de Teatro em Natal\" href=\"http:\/\/www.encontranatal.com.br\/o\/oficinas-de-teatro-em-natal.shtml\" target=\"_blank\">oficinas de teatro na cidade de Natal<\/a> ou no trato com as crian\u00e7as no trabalho como professora, D\u00e9bora Ara\u00fajo Seabra de Moura, de 31 anos, prova que a inclus\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Moradora de\u00a0Natal\u00a0(RN), ela estudou exclusivamente na rede regular de ensino, e foi a primeira pessoa com s\u00edndrome de Down a se formar no magist\u00e9rio, em n\u00edvel m\u00e9dio, no Brasil, em 2005. Fez est\u00e1gio na Universidade Estadual de <a href=\"http:\/\/www.encontracampinas.com.br\" target=\"_blank\">guia Campinas<\/a> (Unicamp) e h\u00e1 nove anos trabalha como professora assistente em um col\u00e9gio particular tradicional de Natal, a Escola Dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>D\u00e9bora considera que sua vida escolar teve mais experi\u00eancias positivas. \u201cA escola regular me fez sentir inclu\u00edda com as outras crian\u00e7as. Para mim n\u00e3o existe separa\u00e7\u00e3o. Superei preconceitos, fiz muitas amizades e mostrei para as pessoas o que era a inclus\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Neste ano, a miss\u00e3o da jovem na Escola Dom\u00e9stica \u00e9 ajudar a cuidar e alfabetizar uma sala com 28 crian\u00e7as de 6 a 7 anos do 1\u00ba ano do ensino fundamental. \u201cEu gosto das crian\u00e7as. Tenho paci\u00eancia, s\u00f3 alguns s\u00e3o bagunceiros e a maioria \u00e9 focado. Se eu sou brava? N\u00e3o, sou normal, trato eles super bem\u201d, diz.<\/p>\n<p>A professora diz que foi muito bem recebida pelos funcion\u00e1rios, professores e alunos da escola que de vez em quando a questionam sobre as diferen\u00e7as. \u201c\u00c0s vezes as crian\u00e7as me perguntam: \u2018Tia por que voc\u00ea fala assim?\u2019. A\u00ed eu respondo: \u2018Minha fala \u00e9 essa, cada um fala de um jeito, de forma diferente\u2019. Aproveito e explico que tenho s\u00edndrome Down e eles entendem.&#8221;<\/p>\n<p>Desinforma\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>H\u00e1 31 anos quando D\u00e9bora nasceu pouco se sabia sobre a s\u00edndrome de Down. Na \u00e9poca, as crian\u00e7as que t\u00eam olhos amendoados e podem ter habilidade cognitiva comprometida por conta presen\u00e7a do cromossomo 21 eram chamadas de maneira pejorativa de \u2018mongoloides\u2019. Receosos, os pais em sua maioria optavam em matricular os filhos nas escolas especiais. Eles achavam de maneira err\u00f4nea que ao restringir o contato das crian\u00e7as aos deficientes as chances de adapta\u00e7\u00e3o eram maiores.<\/p>\n<p>Contrariando esta tend\u00eancia, o m\u00e9dico psiquiatra Jos\u00e9 Rob\u00e9rio, de 72 anos, e a advogada Margarida, 71, pais de D\u00e9bora n\u00e3o imaginaram outra escola para a garota, se n\u00e3o a regular. Foi assim por toda a vida escolar, nem sempre f\u00e1cil. Ainda na educa\u00e7\u00e3o infantil, D\u00e9bora lembra de ter sido chamada de &#8216;mongol&#8217; por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou \u00e0 classe que &#8216;mongois&#8217; eram os habitantes da Mong\u00f3lia e ainda ensinou as crian\u00e7as o que era a s\u00edndrome de Down.<\/p>\n<p>Amor se sobrep\u00f5e<\/p>\n<p>A m\u00e3e relata: &#8220;Nunca cogitei uma escola especial porque D\u00e9bora era uma crian\u00e7a comum. A escola especial era discriminat\u00f3ria e ela precisava de desafios. N\u00e3o sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa&#8221;. Engajada na causa, em 1983, Margarida fundou a Associa\u00e7\u00e3o de S\u00edndrome de Down, em Natal, com o objetivo de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o e batalhar pelo fim do preconceito.<\/p>\n<p>&#8220;Quando eu soube que D\u00e9bora tinha Down foi como seu eu tivesse virado do avesso. A perspectiva era tenebrosa, n\u00e3o havia informa\u00e7\u00e3o, mas o amor se sobrep\u00f5e a qualquer defici\u00eancia&#8221;, afirma Margarida. &#8220;Criamos a D\u00e9bora desprovida de total preconceito, sempre a tratei igual ao meu filho mais velho [Frederico, advogado, de 33 anos], o assunto nunca foi tabu. Ela \u00e9 uma mo\u00e7a como qualquer outra, sonha, deseja, tem planos, \u00e9 descolada e bem aceita em qualquer ambiente.&#8221;<\/p>\n<p>Por conta de sua experi\u00eancia com professora, D\u00e9bora j\u00e1 foi convidada para palestrar em v\u00e1rias partes do pa\u00eds e at\u00e9 fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito. \u201cAinda existe e acho que as palestras ajudam a diminui-lo. Muitos professores foram assistir minhas palestras e fui aplaudida em p\u00e9 pela plateia.\u201d<\/p>\n<p>No dia 21 de mar\u00e7o quando se comemora o Dia Internacional da Pessoa com S\u00edndrome de Down, D\u00e9bora vai apresentar uma pe\u00e7a de teatral junto com outros professores da Escola Dom\u00e9stica de Natal para explicar o que \u00e9 a s\u00edndrome aos alunos. Ela fez aulas de teatro por tr\u00eas anos. Outro plano \u00e9 lan\u00e7ar um livro de pequenas f\u00e1bulas, todas de cunho moral que abordam a inclus\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seja na aula de spinning, de muscula\u00e7\u00e3o, nas oficinas de teatro na cidade de Natal ou no trato com as crian\u00e7as no trabalho como professora, D\u00e9bora Ara\u00fajo Seabra de Moura, de 31 anos, prova que a inclus\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. 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