Educadores de Natal aprovam contraproposta e mantêm estado de greve

Aprovação da contraproposta pelos educadores

Na última assembleia realizada pelo SINTE-RN, os educadores da rede municipal de Natal deliberaram favoravelmente à contraproposta destinada à Prefeitura da cidade. Este movimento ocorre em resposta à necessidade de ajuste no pagamento do Piso do Magistério para o ano de 2026, além de reivindicar o pagamento de valores retroativos. Os educadores buscam garantir melhores condições financeiras e de trabalho, refletindo o empenho da categoria em reivindicar seus direitos.

Reajuste proposto: o que está em jogo?

A contraproposta aceita pela categoria sugere um reajuste de 5,4% a ser implementado a partir do mês de março. Esse aumento abrange tanto os docentes que estão ativos quanto aqueles que já se aposentaram. É uma proposta que visa alinhar os salários com as necessidades atuais, enquanto os educadores destacam a importância de que a gestão municipal reconheça e valorize adequadamente o trabalho realizado pelos profissionais da educação.

Parcelamento do retroativo: como será feito

Os educadores também discutiram como o pagamento dos retroativos — que corresponde aos meses de janeiro e fevereiro de 2025 e 2026 — deve ocorrer. A proposta prevê que esses valores sejam quitados em quatro parcelas, programadas para serem pagas entre julho e outubro. Isso difere da sugestão anterior da administração municipal, que havia sugerido um parcelamento em seis vezes. A mudança no plano de pagamento reflete a pressão da categoria por uma solução mais rápida e justa.

educadores de Natal

Mobilização contínua: o estado de greve

Durante a assembleia, os educadores decidiram, por ampla maioria, manter o estado de greve. Essa decisão demonstra a disposição da categoria em se mobilizar continuamente até que haja progresso significativo nas negociações com a administração municipal, especialmente sobre o cumprimento do reajuste do Piso Salarial. Essa medida serve como um alerta à gestão da cidade quanto à urgência de resolver as questões pendentes.



Pautas debatidas na assembleia: quais foram?

A assembleia não se limitou a discutir a contraproposta. Diversas outras pautas foram levantadas, incluindo as condições de trabalho dos educadores, a valorização profissional e o cumprimento de reajustes que estão em atraso. A discussão intensa sobre esses pontos é fundamental para que a categoria consiga melhor representação e condições de trabalho adequadas, impactando assim na qualidade da educação oferecida.



Valorização profissional na educação municipal

A discussão acerca da valorização profissional se mostrou crucial durante a assembleia. Os docentes acreditam que, além do ajuste salarial, é vital que haja ações efetivas voltadas para o reconhecimento e valorização dos educadores na rede municipal. Isso inclui não apenas melhores salários, mas também condições dignas de trabalho e oportunidades para formação e aperfeiçoamento contínuo.

Impasse nas negociações com a prefeitura

As negociações com a Prefeitura de Natal ainda se encontram em um impasse. Os educadores esperam que a administração municipal retome as conversações de forma construtiva, permitindo que as reivindicações apresentadas sejam atendidas. A continuidade da mobilização e do estado de greve reforça a mensagem de que a categoria está disposta a lutar por seus direitos até que haja um acordo satisfatório para todos os envolvidos.

Calendários específicos para a rede de ensino

Durante a assembleia, também foi discutido se deveria haver ações conjuntas com as redes estadual e municipal ou se cada uma deveria manter seu próprio calendário e dinâmica. A proposta que recebeu a aprovação foi a de continuar com calendários separados para cada rede, respeitando as particularidades e necessidades de cada sistema de ensino. Essa decisão busca garantir que as especificidades de cada rede sejam levadas em consideração.

Número de docentes e alunos na rede municipal

A rede municipal de educação em Natal compreende cerca de 147 escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). O início do ano letivo em 2026 foi marcado pela matrícula de mais de 50 mil estudantes, que estão distribuídos nas modalidades de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Contudo, a rede dispõe de aproximadamente 4,5 mil docentes e educadores, o que levanta questões sobre a relação entre o número de alunos e a quantidade de profissionais disponíveis para atendê-los adequadamente.

Próximos passos e ações futuras dos educadores

Com a situação atual em andamento, os educadores permanecem firmes em sua disposição para lutar pelos direitos que acreditam merecer. A continuidade das mobilizações, o fortalecimento da união entre os educadores e a busca por um diálogo sincero e efetivo com a Prefeitura são vistos como passos essenciais para garantir que suas demandas sejam levadas a sério e que a educação municipal receba a atenção que necessita para se desenvolver e prosperar.





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