Oito casas são interditadas após desabamento na Zona Oeste de Natal

O que ocorreu na Rua Castelo Branco?

No dia 27 de março de 2026, um grave incidente foi registrado na Rua Castelo Branco, localizada no bairro Bom Pastor, na Zona Oeste de Natal. Durante a noite, duas casas desabaram devido ao surgimento de uma cratera na via. O desabamento resultou na interdição de pelo menos oito outras residências nas proximidades, criando um cenário de preocupação e alerta para os moradores da região.

Impacto do desabamento nas casas vizinhas

As casas que ficaram interditadas apresentaram sinais visíveis de danos, como rachaduras e fissuras nas paredes. Os moradores expressaram receio quanto à segurança de suas residências, temendo que novos desabamentos possam ocorrer. O isolamento do trecho afetado foi mantido para evitar qualquer risco aos pedestres e motoristas que circulam pela área, enquanto as autoridades avaliam a situação.

Ações da Secretaria de Infraestrutura

A Secretaria de Infraestrutura de Natal (Seinfra) confirmou que a construção de uma obra de macrodrenagem, iniciada em 2010, está sendo realizada na mesma rua onde ocorreu o desabamento. Embora o projeto tenha sido parte das melhorias esperadas em virtude da Copa do Mundo de 2014, sua conclusão ainda está pendente. A Seinfra afirmou que uma empresa foram contratada para realizar uma perícia e apurar o que exatamente causou o desabamento.

desabamento Zona Oeste de Natal

Histórico da obra de macrodrenagem

A obra de macrodrenagem visava corrigir problemas de escoamento de águas pluviais na região, um dos principais problemas enfrentados pelos moradores. No entanto, com o decorrer do tempo, a obra passou por diversas dificuldades como entraves técnicos e falta de financiamento, o que atrasou sua conclusão e gerou descontentamento na população local. Em 2024, foi realizada uma vistoria nos imóveis próximos, mas a situação atual levanta novas preocupações sobre a integridade das construções após o desabamento.

Medidas de segurança para os moradores

Após o incidente, as autoridades tomaram medidas para garantir a segurança dos moradores. As residências interditadas foram evacuadas e as famílias foram orientadas a buscar moradia temporária enquanto uma investigação está em andamento. A comunicação entre a Seinfra e os cidadãos afetados foi destacada como fundamental para gerir a crise e prestar apoio psicológico às famílias prejudicadas.



Possíveis indenizações para os afetados

A Seinfra informou que, caso se confirme que o desabamento foi consequência direta da obra em andamento, as famílias afetadas poderão receber indenizações ou reparos nas suas casas. Isso será decidido com base nas conclusões da perícia a ser realizada e na avaliação dos danos. A população aguarda ansiosamente mais informações sobre como proceder em relação a possíveis compensações.

Resposta da prefeitura sobre o desabamento

A secretária da Seinfra, Shirley Cavalcanti, declarou à imprensa que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para resolver a situação. Ela ressaltou que uma revisão detalhada do caso está em andamento e que a segurança da população é uma prioridade. Além disso, aseguró que a empresa responsável pela obra está colaborando para que a investigação ocorra rapidamente e de forma transparente.

Detalhes sobre a perícia técnica

A perícia técnica foi contratada pela construtora envolvida na obra de macrodrenagem. O objetivo da análise é determinar as causas do desabamento e identificar se houve falhas na execução do projeto. A inspeção inicial não apresentou problemas indicativos de movimento de terra, mas uma avaliação mais profunda será conduzida para garantir a correta análise da situação.

Previsões para conclusão das obras

A secretária mencionou que, apesar dos percalços enfrentados, a previsão era de que as obras fossem concluídas até julho de 2026. No entanto, após o desabamento, a necessidade de reprogramação da obra se impõe. Uma nova avaliação deverá ser feita para estipular um novo cronograma.

Repercussões na comunidade local

O desabamento trouxe à tona uma série de problemas que a comunidade local já enfrentava, como a falta de infraestrutura e questões de segurança nas construções. Além disso, o incidente provocou um forte sentimento de desconfiança entre os moradores em relação às obras públicas e à capacidade da prefeitura de garantir a segurança de suas habitações. O impacto social e emocional nas famílias afetadas é significativo, exigindo atenção imediata das autoridades.



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